Maio foi um excelente mês para os provedores regionais e para os usuários do serviço de banda larga fixa no país. Os dados são da Anatel e trazem um apanhado sobre o desempenho do setor no fechamento do mês de maio de 2018.

O serviço de banda larga fixa vem numa crescente em acessos desde o ano passado, começa a apresentar outros números interessantes aos provedores regionais. Sãos os casos do aumento da velocidade média das conexões e também, o uso de tecnologias, como a fibra óptica.

Para a questão do crescimento dos acessos, foram calculados um aumento de 125,2 mil novos acessos em maio. Com as novas adições, o montante de conexões da banda larga fixa ultrapassou a incrível marca de 30 Milhões de acessos. Crescimento de 0,42% ao mês e de 9,47% no período de 12 meses.

 

ISPs – Provedores Regionais

Aos números que cabem aos provedores regionais (ISPs) foram os de maior crescimento dos últimos meses. As novas conexões realizadas pelos provedores são esmagadoras em maio e chegaram em 117,2 mil novos acessos no mês. Mais de 93% do total de novos assinantes.

Um crescimento de 2,26% ao mês, e impressionantes 56,17% no período de 1 ano. Do total de assinantes de banda larga fixa no Brasil (cerca de 30 milhões mencionados acima), os provedores tem agora uma fatia de 5,299 milhões de conexões.

 

Outros grupos –

Embora os maiores grupos do Brasil ainda detenham boa parte do mercado, ao analisar as estatísticas vemos que os ISPs estão em crescimento muito acelerado e reduzindo esta vantagem exponencialmente.

América Móvil (Claro, Embratel e Net) : Crescimento de 0,43% no mês de maio | 6,57% de crescimento em 12 meses.

Vivo : 0,11% de aumento em maio | 1,74% em 1 ano.

Oi : 0,88% de queda em maio (54,8 mil desligamentos) | Em 12 meses queda de 4,04%.

A banda larga fixa continuou crescendo em maio no Brasil segundo dados da Anatel, mas em especial com três elementos que indicam relação entre si: os provedores regionais, a tecnologia de fibra e as conexões acima de 34 Mbps, consideradas como ultra banda larga e agora a terceira faixa de velocidade mais popular.

 

TECNOLOGIAS

FIBRA: Assim como os Provedores Regionais, as tecnologias utilizadas por eles acabam ganhando destaque e crescimentos que alteram os panoramas do setor. Em maio a tecnologia com maior crescimento líquido foi a fibra óptica. Foram 173,6 mil adições, que representam um crescimento de 4,76%. Em 1 ano, já são mais de 1,6 milhão de linhas a mais do que o mesmo mês de maio em 2017 (aumento de 70,55%), a base FTTx no País já é de 3,822 milhões de acessos.

CABLE MODEM: Esta tecnologia também cresceu em maio, foram 51,5 mil adições líquidas (0,56% de avanço) no mês, total de 9,233 milhões de acessos. No período de 12 meses, o crescimento é de 6,71%.

xDSL: É bom observar a queda de 55,7 mil acessos no mês (0,43%) na tecnologia mais popular do mercado, a xDSL, que tem um total de 12,913 milhões de contratos. Em 12 meses, o recuo é de 389 mil acessos (2,92%).

Com isso, a soma das duas tecnologias de banda larga (cabo e fibra) já supera com 44% de market share a tecnologia baseada na rede de cobre.

 

 

VELOCIDADE DAS CONEXÕES

No comparativo por faixa de velocidade, a discrepância notável do levantamento anterior (referente a abril) da Anatel foi corrigida.

Dados por Faixa:
512 Kbps a 2 Mbps – apresentava crescimento, mas na verdade teve queda – que foi inclusive acentuada em maio. O recuo foi de 2,45% (contra 0,64% no mês anterior), totalizando 5,546 milhões de acessos.
2 Mbps a 12 Mbps – mostrou crescimento sucessivos de 0,20% em abril e de 0,38% em maio, totalizando 10,146 milhões.
12 Mbps a 34 Mbps – cresceu 0,38% em abril e totaliza 7,821 milhões de acessos, a segunda maior do País. Em 12 meses, o avanço é de 8,20%. E virando a terceira maior faixa, superando o recorte de 512 Kbps a 2 Mbps pela primeira vez,
Conexões acima de 34 Mbps – adicionaram 249,2 mil contratos somente no mês, um avanço de 4,66%. Com um total de 5,603 milhões de conexões, o aumento em relação a maio de 2017 é de 70,94%. Confira a evolução de cada faixa de velocidade no gráfico abaixo, agora contando com a correção de abril.

 

 


 

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