Os membros participantes do IX.br de Salvador (BA), em especial os provedores de acesso à internet e de conteúdo, podem aderir à iniciativa do NIC.br e do CGI.br, o OpenCDN. A novidade cria condições para reduzir a distância entre os conteúdos disponíveis online e os usuários locais de internet e, na prática. representa melhoria na velocidade, no custo e na qualidade do acesso à internet.

O OpenCDN cria condições para diminuir a distância entre o conteúdo e seus usuários. Com o OpenCDN, CDNs podem instalar seus servidores de cache em datacenters em diferentes regiões do Brasil, ligados aos Pontos de Troca de Tráfego Internet locais do IX.br. Estes caches poderão ser alimentados via IX.br de São Paulo, ou pela Internet, através do AS do OpenCDN. Provedores de Acesso à Internet (ISPs) nessas localidades poderão estabelecer um acordo de troca de tráfego bilateral com o OpenCDN, no IX.br, para ter acesso ao conteúdo fornecido pelas CDNs participantes. Com o OpenCDN, uma única infraestrutura de caches será utilizada pelos vários ISPs conectados ao Ponto de Troca de Tráfego Internet.

 

Os interessados em participar do OpenCDN, devem preencher o formulário disponível no endereço:

http://opencdn.nic.br/pt/join/.


A Região Metropolitana de Salvador é a primeira localidade a receber o OpenCDN por possuir um número expressivo de redes interligadas e apresentar potencial de crescimento.

“A Bahia possui 321 sistemas autônomos sendo que, destes, 134 estão localizados num raio de 80 km do Ponto de Troca de Tráfego do IX.br. Essa proximidade facilita a ligação direta ao Internet Exchange (IX) local, que hoje conta com mais de 50 participantes. Esperamos que mais sistemas autônomos se liguem ao IX de Salvador e que a maioria deles faça também sua adesão ao OpenCDN. É importante incentivar os provedores regionais a se tornarem sistemas autônomos e, assim, participarem do IX”, destaca Antonio M. Moreiras, gerente de Projetos e Desenvolvimento do NIC.br.

A iniciativa não tem fins lucrativos, é aberta e transparente, e terá operação autossustentável. “Haverá um período de gratuidade até o mês de agosto, quando os custos passarão a ser divididos entre os participantes. A expectativa é de que seja um valor muito baixo”, explica Moreiras. A partir da evolução da iniciativa em Salvador, o OpenCDN poderá ser estendido para outros Pontos de Troca de Tráfego do IX.br ainda neste ano.

 

A Abranet em nota sobre o assunto, atentou para um  dado importante dito por Moreiras, é que não se pode confundir um IX.br com um PoP (ponto de presença) de operadoras.

“Os PTTs facilitam aos sistemas autônomos trocarem tráfego entre si e são partes da infraestrutura de Internet, onde muitos sistemas autônomos diferentes podem se conectar para fazer troca de tráfego (peering)”

O aviso vem para ressaltar a importância da neutralidade, ou seja, de o IX ser independente de provedores comerciais.

“Uma estrutura deste tipo [ponto de troca de tráfego] não pode estar na mão de organizações que não sejam brasileiras”, explica Milton Kaoru Kashiwakura, engenheiro e diretor de projetos do NIC.br.

 

No mês de maio deste ano, O tráfego de internet nos 31 pontos de intercâmbio (IX) brasileiros bateram a marca de 5 terabits por segundo, de acordo com as medições do IX.br.

 

Maiores Informações acesse: NIC.BR/OpenCDN


Por que aderir ao OpenCDN?

O OpenCDN descentraliza a distribuição de conteúdo, promove o desenvolvimento regional da Internet e melhora o custo final para os provedores. Na prática, possibilita que os provedores de conteúdo (CDN – Content Delivery Network) instalem seus servidores de cache para serem acessados pelos participantes do IX.br. Em Salvador estes cachesserão alimentados por meio de um enlace para o IX.br de São Paulo, assim como via Internet. Já os provedores de acesso (ISP – Internet Service Provider), entre outros Sistemas Autônomos da região, se beneficiarão com o acesso ao conteúdo fornecido pelas CDNs participantes.

Mais detalhes sobre a iniciativa estão disponíveis no vídeo e sítio do OpenCDN.

 


Por que conectar-se ao IX.br Salvador? O quanto o OpenCDN ajuda os ISPs?

O IX.br cria e promove a infraestrutura necessária para a interligação local direta entre as redes que compõem a Internet no Brasil. Com pico de tráfego total agregado de 5 Tbit/s, está presente em 31 localidades, entre elas, Salvador (BA). Este é um dos locais do IX.br com grande potencial de crescimento na região Nordeste e, mesmo, no País. Entre as vantagens do Internet Exchange estão a redução na latência (tempo necessário para chegar a um conteúdo na Internet), a melhor organização da infraestrutura de rede da Internet e racionalização dos custos, uma vez que o tráfego é resolvido direta e localmente. Veja como aderir ao IX.br e como provedores regionais podem se tornar Sistemas Autônomos. Mais informações: http://ix.br/.

O conteúdo disponibilizado pelas maiores CDNs é muito importante para os usuários da Internet. Estima-se que 70% do tráfego Internet de um ISP típico provenha destas CDNs, o que representa uma grande parte do seu custo. Provedores regionais normalmente dependem de seus provedores de trânsito para ter acesso aos conteúdos das CDNs. Entretanto, no Brasil, o trânsito é muito caro em comparação a outros países.

Algumas vezes, estes ISPs se conectam a um grande Ponto de Troca de Tráfego Internet, como o IX.br de São Paulo, para obter o conteúdo diretamente das CDNs. Mas se eles estão em regiões distantes, o custo do transporte também pode ser muito alto. O OpenCDN oferece aos ISPs a possibilidade de obter o conteúdo das maiores CDNs no Ponto de Troca de Tráfego Internet do IX.br da localidade, disponibilizando conectividade até as CDNs participantes, através do Sistema Autônomo do OpenCDN.

O OpenCDN pode ajudar os ISPs a diminuir seus custos e oferecer um serviço de melhor qualidade para seus clientes.

 

Fonte: Mhemann/ NIC.br

 


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