Entre os dias 26 de Fevereiro a 1º de Março, foi realizada o Mobile World Congress – MWC. O evento é a combinação de maior exposição do mundo para a indústria móvel e uma conferência com importantes chefes executivos das operadoras móveis, fabricantes de dispositivos, provedores de tecnologia, fornecedores e proprietários de conteúdo de todo o mundo.

Algumas das soluções mais aguardadas na atualidade e principalmente na edição 2018 do evento, são as tecnologias para a implantação do 5G. E como esperado, durante o evento, realizado em Barcelona, estas inovações vieram.

 

FAIXA 3,5GHz

O uso da faixa de 3,5 GHz, foi indico por 100% dos fornecedores e operadores que buscam as soluções de 5GNR, como a principal faixa para receber a nova tecnologia.

Mercado Brasileiro – A utilização do LTE na faixa (3,5 GHz) pode interferir nos serviços de TVRO (recepção de satélite em banda C), realizados na faixa de 3,6GHz.

E mesmo que não se trate da mesma frequência, equipamentos utilizados para a recepção de banda C no Brasil, em sua absoluta maioria, não possuem filtros para evitar possíveis interferências.

Para o bom funcionamento da faixa de 3,5 GHz, será necessário estimular os usuários de parabólicas de banda C a instalarem filtros nos LNBs. Porém, como esse serviço de recepção de banda C não é um serviço oficialmente reconhecido (não existe regulamentação específica ou outorga), então não há clareza pela responsabilidade de limpeza da faixa. E estima-se em mais de 15 milhões de parabólicas residenciais de recepção de banda C.

FAIXA 5,9GHz

As inovações estão vindo diferentes frentes do mercado e devem chegar ao máximo de equipamentos que fazem parte do nosso cotidiano. Para tanto, a Anatel terá um grande desafio para os próximos anos, em especial, com a faixa 5,9 GHz.

Trata-se da faixa que será utilizada na comunicação entre veículos, para carros autônomos, nas redes C-V2X (Cellular Vehicle-to-Everything), que parecem ter se estabelecido como padrão nessas aplicações.

  • Como funciona? Este tipo de comunicação é feita entre veículos, entre veículos e a estrada, entre a sinalização de trânsito e os veículos etc.

Para a indústria automobilística, essa faixa precisa ser tratada como não-licenciada (sem a necessidade de outorga) mas ao mesmo tempo protegida para não ser ocupada por outras aplicações.

Trata-se de um modelo ainda não existente no Brasil. Também aqui, há alguma sobreposição com o uplink da banda C dos serviços de satélite, que ocupam uma parte da faixa.

 

MAS ATENÇÃO ISPs

“O uso da faixa de 5,9GHz para veículos autônomos também pode gerar incômodos com os ISPs que utilizam radiação restrita (conhecidos como faixas de frequências não licenciadas ex.: 5,8GHz). Muitos equipamentos que são vendidos no Brasil permitem o uso de canais desta faixa, mesmo não sendo permitido no regulamento de Radiação Restrita da ANATEL.”

Lembra o Diretor da MHemann, Engenheiro Mauricio Dambros.

 

PLANOS DA ANATEL

A Anatel já começou a discutir internamente planos para o 5G no Brasil. Segundo o presidente da agência, Juarez Quadros, uma das possibilidades é seguir a tendência mundial e destinar a faixa de 3,5 GHz para a nova tecnologia. Mas que também aguarda uma decisão final internacional.

“Já começa a discussão sobre o 5G. E falta definir as frequências para essa quinta onda. No mundo inteiro há trabalho à respeito. No momento estão sendo feitas experiências e ainda falta a UIT definir”, pontua Quadros.

Outra possibilidade não descartada pelo presidente da agência, é a utilização da faixa de 28GHz. Mas assim esta frequência fica atrás da principal opção internacional para o 5G.

“Temos aqui uma frequência de 3,5 GHz, que é propícia, mas também temos a expectativa de trabalhar com a frequência de 28 GHz, que está em discussão e em trabalhos de harmonização da UIT. Em nível internacional ela ainda não está padronizada”, lembrou. Assistam a entrevista com o presidente da Anatel, Juarez Quadros.

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Fonte: Teletime / MHemann / ConvergenciaDigital